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Jul

O sonho de milhões de pessoas é excluir da rotina tormentos como o trânsito diário, o metrô lotado e a elegante, porém desconfortável, gravata. Um sonho Impossível? Nem tanto. Para cortar custos e otimizar o tempo, empresas estão adotando programas de incentivo ao trabalho em casa.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Teletrabalho (Sobratt), mais de um milhão de brasileiros estão fugindo do dia-a-dia dos escritórios, e adotando a flexibilidade de horários e outras vantagens do trabalho em casa. É um número significativo entre os 11 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Mas será que essa opção serve para qualquer profissional, cargo, ou profissão?

No Brasil, a adoção desse modelo de trabalho cresce em torno de 10% ao ano, segundo a Sobratt. De acordo com o especialista em teletrabalho e professor da Business School São Paulo (BSP), Álvaro Mello, além de proporcionar aumento da produtividade, a pesquisas mostraram que a prática reduz em cerca de duas as faltas por funcionário anualmente.

Mello diz ainda que a modalidade também diminui a rotatividade de pessoal, pois pode reduzir o estresse entre os funcionários. Outra vantagem é a corte de gastos da empresa. A IBM reduziu suas despesas com imóveis em 55% ao investir na prática.

Embora se reconheça as vantagens, ainda há uma grande resistência das companhias e também dos próprios funcionários em relação a este modelo. Pesquisa mundial realizada pela fabricante de equipamentos de rede Cisco, em 2009, revelou que 53% dos empregadores possuem menos da metade dos funcionários prontos para trabalhar remotamente em caso de pandemia ou desastre natural. Das 500 companhias ouvidas em países e setores diversos, apenas 13% disseram ter perto de 70% dos trabalhadores prontos para trabalhar em casa.

Mello também adverte que barreiras culturais podem comprometer a adoção do teletrabalho. Como exemplo, ele cita o despreparo dos gerentes que não sabem gerenciar subordinados que não estejam presentes fisicamente no mesmo espaço, ou a falta de treinamento para trabalhar à distância – tanto em termos de tecnologia da informação quanto organizacionais. Além do medo de mudanças, solidão, dependência hierárquica e tendência para adiar a tomada de decisões.

Mello lembra ainda que algumas pessoas simplesmente não têm o perfil adequado para deixar o ambiente corporativo. “Indisciplina, má administração do tempo, ansiedade, falta de limite ou de clareza com relação a seus próprios objetivos de vida podem levar a pessoa ao estresse”, diz o consultor, ressaltando que a nova maneira de trabalhar pode não servir para todos.

O artigo original está aqui: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/28684_QUANDO+A+CASA+E+LOCAL+DE+TRABALHO

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