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Jan

Trabalhar em casa é prático, mas exige rigorosa disciplina.

Eles não precisam enfrentar o trânsito urbano em horário de pico para chegar ao serviço. Basta atravessar um cômodo e abrir uma porta para dar início às tarefas diárias. São muito os indivíduos cujo ambiente profissional se confunde com o familiar, bem como os prós e os contras vivenciados por aqueles que optaram por trabalhar em casa.

Tendo agulhas, linhas e tecidos como instrumentos de profissão, a trilha sonora de Inês Esser de Souza, 65 é entoada pelo som constante de sua máquina de costura. Há 20 anos ela trocou o serviço de vendedora comercial para se dedicar à sua paixão. Bastou reservar um cômodo da residência para colocar em prática a função que aprendeu quando tinha apenas 15 anos de idade.
Inês explica que o principal benefício de trabalhar onde mora é poder estar perto da família e sempre receber bem os parentes. “Valorizo demais o contato familiar.

Cuido diariamente de minha neta e todos podem me visitar. Não posso me queixar porque faço o que amo, mas nem tudo é fácil”, confessa.
O despertador de Inês soa todos os dias às 6h e ela só vai dormir quando é madrugada. O trabalho é puxado e falta tempo para cuidar do lar do jeito que gostaria. No entanto, a concentração proporcionada é um dos frutos que ela colhe e do qual não abre mão.

“Como não tem ninguém pressionando para o serviço terminar logo o resultado é bem melhor. O mais gratificante é ver clientela contente por ter conseguido a roupa que desejou, por mais complicada que seja de costurar.”

Profissionalismo sim

Um dos maiores problemas enfrentados por quem decidiu separar um espaço no lar para realizar o trabalho é a falta de limites. Corre-se o risco do indivíduo passar horas a fio trabalhando e esquecer de separar um tempo para o repouso.

Da mesma maneira, parar a todo instante para resolver questões domésticas ou particulares também é um aspecto que deve ser descartado. A dica é estabelecer regras e manter uma rígida disciplina.

Sônia Maria Meneguetti Rosário, 55, presta serviço para lojas atacadistas realizando pintura artesanal em utensílios de plástico, alumínio e vidro.
Ela divide sua atividade profissional com mais três pessoas em alguns cômodos que ficam no fundo de sua residência.

A experiência começou há quatro anos, após algumas tentativas frustradas e cansativas de trabalhar como confeiteira para festas e eventos, sempre realizados no período noturno e em finais de semana.

Agora, mesmo residindo em seu local trabalho, ela afirma que faz de tudo para cumprir um horário fixo. O grupo, completado pelo marido, filha e uma secretária começa a trabalhar às 8h, faz um intervalo para o almoço e estende o trabalho até às 18h.
“É claro que quando há muitos pedidos temos de trabalhar um pouco mais. Mas são raras as vezes em que isso acontece. Procuramos sempre obedecer o horário combinado”, revela.
Por essas e outras engana-se quem pensa que ter um trabalho exercido dentro da residência é sinônimo de falta de profissionalismo.

Além de ter hora pré-estabelecida para o início e término das atividades, Sônia diz que metas e prazos diários são traçados. A ideia é apostar em um trabalho organizado para conquistar credibilidade diante da clientela sem que a qualidade dos serviços seja perdida.

Só vantagens

Ademir de Melo, 55, se considera um pioneiro do Jardim Alvorada onde mora há mais de trinta anos. Foi trabalhando nos bares que possuiu que ele acompanhou o crescimento e desenvolvimento do bairro. Com 16 anos atuando no estabelecimento que fica junto à sua residência, ele não vê prejuízo algum em ter a casa e o trabalho dividindo o mesmo quintal.

De acordo com ele, a vantagem maior é a flexibilidade de horário e a praticidade para dar início ao serviço.
“Eu faço meu horário. Se me atrasar por qualquer razão ou quiser abrir o bar mais cedo não tem nenhum problema. É só subir alguns degraus e pronto. Já saí de casa e entrei no bar”, conta.

Como o serviço é realizado com a ajuda de toda família e o imóvel é de sua propriedade, Melo consegue reduzir gastos com funcionários e aluguel. “Não consigo ver o lado ruim de morar junto com o trabalho. Fico sempre com a família e com a freguesia que gosto demais e nunca me abandona.”

Fonte: Fábio Castaldelli, em http://www.odiario.com/empregos/noticia/378759/trabalhar-em-casa-e-pratico-mas-exige-rigorosa-disciplina.html

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2 Responses to “Os Prós e os Contras Vivenciados por Aqueles que Optaram por Trabalhar em Casa”

  1. Luzio
    13:52 on January 10th, 2011

    O trabalho em casa pode ser uma boa opção, mas não sempre. Eu infelizmente não tive sorte!
    Agora estou procurando busca de emprego na Suiça, me irmão mora lá e sei que tem emprego…
    Muito bom o artigo!
    Cumprimentos

  2. EmpregoEmCasa
    15:20 on January 10th, 2011

    Luzio,

    Boa sorte na sua procura!

    Um abraço,
    Artur Fuste

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