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May

Obrigado por estas informações que nos enviou Luísa. Vamos ficar todos a ganhar!

“Olá!

Ainda bem que alguém se lembrou de criar este fórum! :) A meu ver, isto só é necessário, porque quem devia esclarecer, não esclarece devidamente. Li todos os comentários e achei importante deixar o meu testemunho.

Eu cozinho há algum tempo comida natural, em restaurantes, domicílio, a partir de casa… Posso dizer-vos que para fazerem tudo dentro da norma, leiam o seguinte:

– Para confecionar em casa e distribuir para fora pastéis, bolos e afins (exceto refeições completas, que não é permitido, a não ser em cozinhas industriais de fabrico ou de restaurante), façam o seguinte: abram atividade nas finanças (fazendo depois os respetivos descontos à segurança social) ou abram empresa na hora nos balcões próprios; depois disso, levem todos os documentos (abertura de atividade ou empresa, BI, cartão de contribuinte, declaração do proprietário da casa ou declaração do senhorio, caso seja alugada, em como autoriza, e descritivo simples do que a cozinha contem e do vosso plano de negócio), dirijam-se à Câmara e peçam para licenciar a vossa cozinha (é possível e conheço quem tenha feito); pagam uma taxa (não me recordo do valor exato, mas não ultrapassa os 100€) e ao final de poucos dias, a Câmara dará um parecer e, de acordo com isso, poderão confecionar e aguardar vistoria camarária e da ASAE.

Atenção: é importante saberem que, ao rentabilizarem a casa de forma comercial, o IMI aumenta (os valores são depois calculados pelas finanças) Em caso de casa alugada, o senhorio pode não aceitar.

Concordo que as burocracias deste país nos deixam completamente frustrados e sem forças para continuar. Tentei abrir o meu próprio espaço, com tudo pronto, e devido a um processo na Câmara que eu desconhecia e querendo acima de tudo fazer tudo de forma legal, acabei por cancelar a abertura do espaço.

Conheço quem tenha aberto restaurantes e nos primeiros dias tiveram que pagar multas enormes e descabidas, tendo aparentemente cumprido todas as regras e mais algumas.

Mas também sei que aprendi muito com tudo isto e que estou cada vez mais informada e confiante, e pretendo usar isso a meu favor e continuar a ser feliz a fazer sempre aquilo que gosto. Estou neste momento em busca de um novo espaço e, talvez, um novo projeto, desta vez mais exigente e consciente do que me rodeia.

Boas energias para vocês e nunca desistam de serem felizes ;) porque é possível… até em Portugal! eheheh

Luísa”

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